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A disponibilização de livros electrónicos continua em alta e para o provar estão as bibliotecas públicas do Estados Unidos que têm vindo a aproveitar o meio digital para chegar até aos seus clientes. Por exemplo, a Biblioteca Pública de Nova Iorque que conta com 860 500 títulos em suporte papel, disponibiliza também cerca de 18 300 títulos de livros electrónicos. O presidente da biblioteca afirma que “como os jovens se habituaram a ler tudo online (…) o número de leitores de livros virtuais vai mudar mais do que o de leitores de livros físicos”. Também John Sargent, director-executivo da Macmillan afirma: “não tenho de pegar no carro, ir à biblioteca, olhar para o livro, requisitá-lo (…) em vez disso, estou sentado no conforto da minha sala e penso ‘Oh, este livro parece interessante’ e faço o download”.

Informação digital
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Esta realidade do acesso à leitura conta, contudo, com alguns problemas. Um deles relaciona-se com a questão dos direitos de autor, questão inquietante para as editoras que não vêem esta disponibilização como um “modelo sustentável para editores e autores”, como refere o director-executivo da HarperCollins Publishers. Outra das dificuldades, no que às Bibliotecas Públicas diz respeito, prende-se com questões monetárias, sendo que, segundo alguns bibliotecários, o preço a pagar pelos serviços de informação é superior àquele que os consumidores pagam na Amazon ou na loja online da Sony.

E que vantagens traz este sistema? Para as bibliotecas as vantagens são muitas. No meio biblioteconómico, pormenores como a durabilidade dos documentos, a poupança no espaço físico ou a leitura simultânea despertam grande entusiasmo.

Experimentar novos modelos de subscrição, à custa de uma taxa anual pelo acesso ilimitado a determinados documentos, é também já uma hipótese mais bem vista pelas editoras académicas. E por falar em meio académico, a Biblioteca do ISCTE-IUL já disponibiliza, como sabem, dissertações de mestrado e teses de doutoramento em formato digital (Repositório ISCTE-IUL). Em relação a livros… quem sabe o futuro nos reservará.

Fonte: RICH, Motoko - EUA : há cada vez menos pó nas estantes das bibliotecas. Ireportagem. Ano 1, n.º 27 (6 Nov. 2009), p. 18-19. O suplemento é parte integrante da edição n.º 158 da publicação  I.

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O número de livros publicados nos EUA em 2008 aumentou 38 por cento relativamente ao ano anterior (que já tinha subido 38 por cento relativamente a 2006). De onde vêm todos estes livros? Tanto os meios tradicionais como os autores-editores contribuíram para esta abundância. Mas a verdadeira resposta está nas bibliotecas universitárias norte-americanas, que desataram a vender os direitos de publicação dos conteúdos das suas prateleiras – ou pelo menos do que está esgotado ou do que não está sujeito a direitos de autor. O exemplo mais recente: a Universidade do Michigan (em parceria com a Google para a digitalização e com uma filial da Amazon chamada BookSurge para a impressão) planeia disponibilizar mais de 400 mil títulos para venda a pedido. A Cornell planeia fazer o mesmo com 500 mil títulos. E é intenção da Universidade da Pennsylvania acrescentar outros 200 mil. O elogio fúnebre do livro pode ser, à semelhança do que aconteceu com o de Mark Twain, prematuro.

Livro antigo

Livro antigo

Artigo publicado na Revista Única, publicação lançada juntamente com o semanário Expresso, n.º 1929 de 17 de Outubro de 2009.

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